Palestra dedicada ao Turismo Rural: Apostar na diferenciação, na inovação e na promoção


A palestra realizada esta manhã, 27 de setembro, Dia Mundial do Turismo, na Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela contou com sala cheia depersoanlidades ligadas ao setor do turismo e estudantes do curso profissional do setor. Para intervir foram convidados a docente do InstitutoPolitécnico de Viana do Castelo Dra. Goretti Silva e Dr. Paulo Lopes, da empresa Oficina da Natureza, que se juntaram na mesa ao presidente doMunicípio de Vila Verde, Dr. António Vilela, e à vereadora do pelouro do Turismo, Dra. Júlia Ferndandes.



Após uma abordagem teórica do percurso e contextualização do setor do turismo rural em Portugal, Dra. Goretti Silva introduziu o tema do empreendedorismo e inovação como uma necessidade para derrubar aspetos inibidores da atividades atualmente, como a "formação débil dos empresários dedicados a este tipo de turismo, o facto de ser encarado como uma atividade complementar e um estilo de vida, e não como um negócio".

Assim, para a docente o caminho é " a diferenciação e a criatividade". A aposta tem que ser feita "na qualidade, desde os equipamentos e estruturas, até aos serviços, capacidade de venda, uma realidade que é complexa de dominar". O setor do turismo rural, para Dra. Goretti Silva, não deve ser encarada de forma leve menos competitiva. "Tem que se recorrer à criatividade e a dinâmicas como a promoção de produtos tradicionais, a organização de workshops, sessões de contacto com artesãos ou associação a outras atividades de complementaridade", acrescentou a docente.

Após ter dado o exemplo de uma casa de turismo rural no alentejo que oferecia um serviço aliado ao desporto, de lazer e profissional, Dra. Goretti Silva, realçou a relevância "das redes e parcerias, uma articulação que deve existir entre empresas de um ramo de negócio onde costumam ser pequenas".

No seguimento desta linha, Dr. Paulo Lopes, da Oficina da Natureza, sublinou, na sua intervenção, algumas das ideias expostas na abordagem da antecessora, partilhando a sua experiência profissional. "Olhei para o território do Vale do Lima e simplesmente quis integrar os potenciais todos - natureza, cultura e gastronomia - e criar produtos e propostas diferenciadoras", resumiu o empresário. Fundamental, realça, "foi integrar os recursos da região e estabelecer sinergias com as pessoas, instituições e parceiros."

"A região do Minho é fantástica. Tem múltiplos recursos, todos diferentes e próximos entre si. É só misturá-los e oferecer experiências às pessoas", referiu Dr. Paulo Lopes. Para isso não há como não estabelecer parcerias, pois demonstra "visão". "Temos que ter em mente que estamos a vender, não o que é nosso, mas o que é da região, do território", referiu o fundador da Oficina da Natureza.

À relevância do networking acrescentou: "é importante que a nossa estratégia esteja alinhada com a da região e do país" e investir fortemente no marketing, divulgação de iniciativas e relação com a Comunicação social: "É preciso criar notícias, escrever os textos, enviar para as redações, colectar contactos cde órgãos, pesquisar revistas e suplementos dedicados a lazer, turismo, escapadelas e organizar experiências para os jornalistas, para que sejam eles a escrever sobre isso".

Na luta pela "fidelização de clientes e conquista de novos", acrescentou Dr. Paulo Lopes, "ao marketing tradicional há que juntar o marketing digital", paratindo do website e das relações com as redes sociais, "isto tudo porque o objetivo é criar tribos, coisa que acontece há milhões de anos na espécie humana. O que junta as pessoas em tribos é haver um interesse comum e a forma de comunicar".