Especial | Na Rota das Colheitas: 8 motivos para não perder pitada da programação!

Dentro de poucas horas vai ser apresentada a quinta edição da programação turístico-cultural mais longa do ano, em Vila Verde: Na Rota das Colheitas

Quem já participou em alguma iniciativa? O viva! acompanha desde a primeira edição esta densa e intensa programação, que arranca em agosto, estendendo-se até novembro.

São quase três dezenas de iniciativas, entre práticas agrícolas, feiras, festas e romarias, a iniciativas gastronómicas e culturais, todas dedicadas à promoção do universo da ruralidade, à preservação da ancestralidade agrícola e à divulgação do rico património gastronómico e de artesanato.

Promovida pelo Município de Vila Verde, com organização das juntas de freguesia, associações culturais e agentes turísticos, Na Rota das Colheitas 'lava-nos a alma' e nós deixamos-lhe aqui pelo menos 8 motivos para que não perca esta quinta edição da programação, "antes que esgote"...




1 - VIVA PRÁTICAS AGRICOLAS ANCESTRAIS

Desfolhar o milho, espadelar o linho ou fabricar artesanalmente arguardente... alguma vez pensou em fazer alguma destas atividades? E se pensou, onde o poderia procurar? Já não se fazem, pelo menos como há mais de duas décadas atrás... vindimar, pisar uvas, malhar o centeio e o milho... são outras das atividades que DEVERÁ aproveitar para viver ou reviver nesta programação, ao som de músicas antigas, entoadas por vozes experimentadas, de gentes do campo, que se alegram em recriar e partilhar estas práticas consigo, antes que tristemente desapareçam. E no final, ajude a erguer a 'meda' de palha, ou puxe a carroça com a parelha de vacas, traga os cestos com a broa, o vinho e as pataniscas e não deixe de conversar com as gestes simples do campo, que guardam toda a sabedoria do universo. Uma lição de vida. Em qualquer freguesia de Vila verde, vai sentir que acabou de viver a melhor experiência da sua vida.

2 - COMA E CHORE - QUE NEM UM BEBÉ - POR MAIS!

Sabe qual é a melhor Gastronomia do mundo? A do Minho, tem dúvidas? Vai dissipá-las quando vier à 'Capital do Pica no Chão', Vila Verde, que se honra de apresentar na versão acompanhada com arroz de sarrabulho, uma das melhores iguarias da cozinha típica portuguesa. Outras afamadas e substanciais, que a estação da queda da folha propicía, poderão ser provadas, como as Papas de Sarrabulho, os Rojões à Moda do Minho, a Posta de Vitela Minhota, e petiscos como pataniscas, broa e uma explosão na doçaria, que começa no tradicional Pudim Abade de Priscos, aos mais recentes Doce de Regalados, Pastel Antonino, ou o Pink Cake - Bolo dos Namorados... momentos específicos para desfrutar da excelente mesa desta região não vão faltar, desde Fins-de-Semana Gastronómicos, a Festas dedicadas a pratos tradicionais que deixam saudade, até às Festas das Colheitas e jantares temáticos. Mas qualquer atividade garante um repasto final para afagar o estômago.


3 - ESTA É A MELHOR ÉPOCA PARA VISITAR VILA VERDE E O MINHO

Se ficou preocupado com a 'linha' depois de ler o tópico anterior, relaxe, que a sua balança não o vai acusar de ter abusado. Visitar o Minho é sinónimo de equilibrio. Aos excessos das festas e da irresistível mesa, corresponde um território com trilhos infindáveis para desfrutar da paisagem luxuriante e desgastar os prolongados repastos. E aproveite que o Minho fica mais belo nesta altura do ano: as cores quentes e matizes de verdes, ocres, dourados, e vermelhos insuspeitos,... o calor e os cheiros intensos que emanam da terra e dos frutos a rebentar de maduros,... a dança dos pássaros migratórios a despedirem-se do verão,... o por-do-sol, que acaricia mais ternurento que nunca esta terra que ajudou a fecundar... e vai poder assistir a isto e a muito mais, de camarote! Há vários trilhos oficiais sinalizados: o de Aboim da Nóbrega, o de Fojo do lobo, o do Vade e o mais recente, o do Museu do Linho, entre outros marcados que desafiam a percorrê-los. Conselho de amigo: descalce-se e mergulhe os pés na terra fofa, acabada de ser revolvida.

4 - APROVEITE TAMBÉM PARA DESCANSAR...

Está a pensar vir a Vila Verde só para assistir a algumas destas iniciativas? Depressa vai descobrir que este pode bem ser o destino que procurava para descansar... Tire partido da tranquilidade e dos enquadramentos privilegiados na paisagem dos diversos empreendimentos em espaço rural espalhados pelos 'quatro cantos' do conselho. Há Quintas e Casas Agricolas que recebem hóspedes e possuem animais, vinhas ou estão próximos de zonas fluviais. E nem só de frugalidade tem que viver enquanto estiver por Vila Verde. A oferta turística promete um misto de conforto e simplicidade, de simpatia e sofisticação no serviço, mas também de contacto com a modernidade do concelho, através de passeios pelas zonas urbanas na sede do concelho, em freguesias como Vila de Prado ou Pico de Regalados, uma visita aos Museus do Linho e ao Sacro de Terras de Regalados, à cooperativa Aliança Artesanal, o 'ninho' dos Lenços de Namorados...


5 - DESCUBRA UM PATRIMÓNIO (QUASE) DESCONHECIDO!

Vila verde é um território rico, que o homem pisa desde tempos imemoriais. Deixaram vestígios desde castros, minas de extração de ouro pelos romanos, torres e pontes medievais... Mas o que se distingue mesmo é o património religioso, de capelas a mosteiros, passando por pequenos altares públicos, semeados em encruzilhadas, chamados 'Alminhas', comprovando a fé das gentes. Esta época das colheitas torna ainda mais forte a ligação das celebrações com a crença. Por exemplo, nas freguesias de Escariz S. Mamede e Escariz S. Martinho, a população alimenta há décadas a tradição de, nesta altura, decorar o interior das Igrejas, os altares e os pés dos santos, com artísticos arranjos feitos somente com legumes e frutos, numa visão maravilhosa da arte pela mão humana. Esta capacidade artística revela-se igualmente na composição de complexos quadros que, através de sementes, desenham passagens biblícas memoráveis. Os adros das igrejas de diversas freguesias são ainda palco habitual das Festas dedicadas às colheitas.

6 - JÁ VIU AS CORES E A RIQUEZA DO ARTESANATO?

Vai reparar quão pitorescas são as vestimentas do campo, em Vila Verde, tal como no resto do minho. As cores que sobressaem do fundo negro; os aventais sobrepostos nas saias; as meias rendadas nos pés enfiados em socos grotescos; os espartilhos e os lenços na cabeça; as camisas de linho delicadamente bordadas e coçadas na zona do pescoço; as calças remendadas, os coletes a fazerem 'pendant' com as calças só para irem... para o campo! A lavoura é uma celebração! Vai achar um mimo, mas o seu deslumbramento vai surgir quando se deparar com os motivos dos Lenços de Namorados, ora bordados em panos de linho, como acontece desde o século XVIII, acompanhados de arcaicas quadras 'rematadas' com erros ortográficos ilustrando a pouca escolaridade das autoras; ora pintados e reproduzidos em modernos produtos, que vão desde a cerâmica, a calçado, bolsas, merchandising, objetos decorativos, têxteis-lar, chocolates, ... dificil será escolher o que não trazer e partilhar com os seus amigos! Sim, porque oferecer um objeto com estes motivos é um ato de profunda amizade, pleno de amor!



7 -DESFRUTE DE UMA 'HAPPY HOUR' NAS MARGENS FLUVIAIS

Se ficar por Vila Verde durante algum do período de duração desta programação, aceite estas singelas sugestões para desfrutar de outra das riquezas secretas do concelho: as distintas praias fluviais. A natureza foi generosa com o concelho e brindou Vila Verde, com três caudais de água, o Neiva, o Homem e o Cávado. Guarde um final de tarde para ver o sol a esconder-se, por trás da Ponte de Prado, na Praia do Faial, enquanto esplana com os amigos ou família, nas margens do Cávado, em Vila de Prado; faça um piquenique com a família na recatada Praia Fluvial da Ponte Nova, na freguesia da Loureira, um local que dispõe de parque lúdico para a pequenada e um de fitness para os mais velhos, tudo isto na margem do Homem; mais acima, na freguesia de Sabariz, a renovada Praia da Malheira é um local de paragem após uma caminhada pela zona desportiva que contempla o Complexo de Lazer e Piscinas, o Estádio Cruz do Reguengo, e os campos Polidesportivos e de Tiro (que recebe provas internacionais), todos 'embutidos' num manto verde, naquele que se pode considerar o 'Parque da Cidade', em Vila Verde. Experimente!

8 - SABIA QUE O CAMINHO PORTUGUÊS DE SANTIAGO PASSA POR AQUI?

Vila Verde está no mapa do Caminho Português de Santiago, o mais antigo de todos os caminhos que conduzem a Compostela e este acaba por guiá-lo numa viagem pelo tempo e algum do património edificado mais valioso do concelho. Através da romana via XIX, que ligava Braga (antiga Bracara Augusta) a Lugo, na Galiza (Lucus Augusti), o Caminho que passa por Vila Verde começa em Vila de Prado, na antiga ponte cujas fundações são Romanas, seguindo pelas freguesias de Lage, Moure, Carreiras S. Miguel, Portela das Cabras, até Goães, onde se encontra uma das pontes anciãs do concelho, terminando em Rio Mau, antes de se entrar no concelho de Ponte de Lima. Pelo Caminho cruza-se ainda com a Torre de Penegate, cujos primórdios, acredita-se, são anteriores à nacionalidade, classificada como Monumento de Interesse Público. Este percurso tem sensivelmente 18km e pode incluí-lo numa das caminhadas para 'empatar' a contenda com a Boa Mesa e ainda conhecer mais profundamente a história deste rico concelho.



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Como chegar a Vila Verde?